Testes de invasão pentest: o que são e como funcionam?

By in
545
Testes de invasão pentest: o que são e como funcionam?

É de conhecimento público que os ataques de hackers no país vêm se tornando cada vez mais audaciosos. Para se ter uma ideia, até o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sofreu com a atuação dos cibercriminosos nas vésperas da última eleição. Para agravar o quadro, os crimes virtuais explodiram em 2020, para impressionantes 87,1% de expansão no ano passado. Nesse contexto, os testes de invasão — também conhecidos como “pentests” —, ganham a cada dia mais atenção das empresas.

Afinal, as organizações precisam se proteger desse perigo abstrato, difícil de se perceber. Soma-se ao cenário a nova lei LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que obriga as companhias a manter as informações de seus clientes protegidas.

Diante disso, os gestores precisam investir em cibersegurança! Assim, evitam-se a interrupção de serviços e o vazamento de dados. Apesar da seriedade do tema, temos boas notícias! Neste post, você vai descobrir como os testes de invasão podem ajudar seu negócio. Quer saber mais? Então confira!

O que são os testes de invasão e qual a sua importância?

Os testes de invasão são serviços para barrar os ataques virtuais em softwares e hardwares. Ou seja, eles servem para impedir violações de sistemas, redes e máquinas. Para isso, eles simulam a ação real dos infratores. Assim, torna-se viável trazer mais segurança da informação para a empresa, inclusive em relação aos dados de terceiros.

Desse modo, uma seguradora ou mesmo um hospital conseguem proteger as fichas com dados críticos. Em outras palavras, registros sensíveis de clientes e pacientes ficam imunes aos ataques cibernéticos. Além disso, os pentests entregam mais defesa para os sistemas: sites, plataformas de e-commerce, redes sociais, aplicativos etc.

Quais são as principais metodologias usadas nos pentests?

Os testes de invasão devem seguir protocolos internacionais de segurança. Assim, essas regras precisam ser cumpridas, colocadas em práticas e relatadas em documentos oficiais. Na verdade, esses procedimentos são referências que surgiram globalmente em convenções de especialistas na área. Veja a seguir as metodologias mais respeitadas no mercado:

  • NIST SP 800-115: guia técnico do National Institute of Standards and Technology dos EUA;
  • OWASP Testing: manual de procedimentos desenvolvido pela comunidade OWASP (Open Web Application Security Project). Essa é uma associação que reúne especialistas em segurança na internet;
  • OSSTMM 3: já o manual OSSTMM3 (Open Source Security Testing Methodology Manual) traz metodologias abertas. Nesse caso, ele tem foco em conquistar segurança operacional, conhecida pela sigla OpSec;
  • ISAAF: por sua vez, existe ainda o método ISAAF (Information Systems Security Assessment Framework). Nesse caso, ele é uma criação da entidade OISSG (Open Information Systems Security Group).

Para que servem essas análises?

O principal intuito dos testes de invasão é levar mais segurança para os recursos tecnológicos. Assim, depois que um ataque simulado obtém êxito, ele serve de diretriz para as correções. Em outras palavras, os pentests mostram se a empresa está preparada para rodar e guardar informações na internet de um modo confiável. Com essas verificações, é possível evitar fraudes, roubos de dados, paralisações de sistemas e muitas outras complicações virtuais.

Quais são as etapas dos testes de invasão?

Como já explicamos, diversas metodologias para realizar os testes de invasão estão disponíveis. Desse modo, não existe uma fórmula única para proceder as análises. Apesar disso, separamos a seguir os passos principais que costumam ser seguidos por todas as técnicas. Veja:

Passo a passo!

  1. Pré-reconhecimento: no pré-reconhecimento, desenham-se os escopos, com a definição dos sistemas que passarão pelo pente fino. Neste ciclo, o contrato é desenvolvido e são decididas questões cruciais. Por exemplo: o que fazer com os dados críticos expostos? Isso vai depender das cláusulas contratuais;
  2. Reconhecimento: são recolhidas informações sobre os possíveis alvos. Assim, os profissionais fazem pesquisas avançadas em buscadores, tentam descobrir dados sobre domínios e aplicam engenharia social para encontrar e-mails, perfis e senhas.
  3. Mapeamento: levantamento de toda a estrutura que passará pelos testes. Isso inclui computadores, servidores e demais dispositivos;
  4. Avaliação de vulnerabilidades: os técnicos estudam as fragilidades e começam a planejar o acesso;
  5. Pós-acesso e exploração: depois de ingressar em um sistema driblando os logins oficiais, o trabalho não acaba. Afinal, é preciso explorar o que pode ser feito. Geralmente, embora dependa do contrato, os especialistas relacionam quais são os arquivos críticos desprotegidos;
  6. Emissão de relatórios: por fim, os profissionais de cibersegurança produzem um relatório que vai ajudar a empresa a mensurar os riscos. Nesse documento, os experts esclarecem o que fizeram para atacar e demonstram como repetir essa agressão online. Depois, dependo do tipo de acordo, adotam-se medidas para corrigir as falhas e garantir a proteção de dados de máquinas e sistemas.

Portanto, os testes de invasão representam uma enorme tranquilidade. Afinal, com eles, assegura-se o funcionamento de programas, computadores, redes etc. Além disso, eles são excelentes para proteção de dados, resguardando as informações mais delicadas de clientes. Por falar nisso, que tal descobrir mais sobre esse tema? É simples: leia também nosso artigo que explica como cumprir a nova lei LGPD na prática!


54321
(0 votes. Average 0 of 5)
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *