Será que a tecnologia pode substituir o profissional de auditoria?

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Será que a tecnologia pode substituir o profissional de auditoria?

Em pleno século 21, passados quase 20 anos dos aguardados anos 2000, a evolução foi grande.

Segundo dados históricos, a auditoria surgiu primeiramente na Inglaterra, por volta do século XIV, ano de 1.314, onde o governo utilizava o exame periódico e sistemático das contas públicas.

Já no Brasil, o surgimento se deu mais significativamente no final da Segunda Guerra Mundial, quando se iniciou a entrada de multinacionais no Brasil.

Estas empresas já possuíam a cultura da auditoria enraizada internamente, o que facilitou o surgimento de firmas de auditoria, tanto multinacionais, quanto brasileiras, que é o caso da PGBR, que surgiu em 1960.

Um mercado de serviços com 705 anos de existência não escapou de se adaptar aos novos tempos.

Se você é auditor de profissão ou já foi auditado, vai se lembrar das pilhas e pilhas de papel que sempre foram carregadas. Quem não lembra do bloco de 7 ou 14 colunas em que o auditor documentava as suas análises?

Em pleno século 21, já passados quase 20 anos dos tão aguardados anos 2000, a evolução foi grande.

O novo profissional de auditoria

Hoje, quase nenhum papel é gerado no trabalho do auditor, apenas aqueles que devem ser assinados, e para o qual, a assinatura digital ainda não vale.

Para facilitar o trabalho, armazenamento de documentos e segurança da informação, muitas ferramentas foram desenvolvidas para o mercado da auditoria.

Muitas delas são criadas internamente nas firmas de auditoria, garantindo que a cultura da organização esteja refletida nestas ferramentas, ainda que, claro, estejam em linha com as normas e regulamentações da profissão.

Estas ferramentas são utilizadas, principalmente, para estabelecer a metodologia de auditoria utilizada pela firma para cada tipo de cliente. Facilitando o caminho a ser percorrido pelo auditor em cada trabalho.

Entretanto, existem muitas outras ferramentas, tais como, as de análises comparativas, ou, para definição de materialidade e para a seleção de amostragem automática.

Auditoria 4.0 – A tendência das novas tecnologias

Outras tecnologias, voltadas para a inteligência artificial, permitem, ainda, que contas contábeis ou determinados relatórios sejam 100% analisados através de cruzamento de dados.

Existem algumas que conseguem captar, inclusive, informações externas, como as públicas, de legislação e alíquotas de imposto ou financeiras e cruzar automaticamente com aquelas que são geradas internamente.

É um mundo a parte de ferramentas e tecnologias disponíveis para facilitar a vida do auditor.

Muito se fala, inclusive, sobre a substituição do profissional auditor pela inteligência artificial.

Nós, da PGBR, não acreditamos nisso, pois sabemos que as máquinas não podem substituir a ética, o ceticismo e o julgamento profissional que somente o auditor é capaz de trazer para os trabalhos.

Somos conhecidos há quase 60 anos por nossa atuação em auditoria externa e interna, e contamos com ferramentas desenvolvidas internamente e com a plataforma do Office 365 da Microsoft para a metodologia, armazenamento de documentos e segurança da informação.

Artigo de Jacqueline Rodrigues, sócia Diretora de Desenvolvimento e Novos Mercados da PGBR

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