Auditoria interna e externa: veja as diferenças e qual realizar

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Auditoria interna e externa: veja as diferenças e qual realizar

Tem sido muito comum a dificuldade para fazer um controle efetivo de diversos aspectos da administração. Afinal, conforme as empresas crescem, o número de dados também aumenta. Desse modo, há mais funcionários, mais fornecedores, mais vendas, mais impostos a pagar, mais clientes para se relacionar etc. Nesse contexto, os gestores começam a pensar na questão da auditoria interna e externa como solução. Sem contar aquelas empresas que são obrigadas a realizar auditorias, e, precisam identificar quais delas devem ser.

Mas para que elas servem? Essa é uma dúvida bastante frequente. Na prática, as auditorias realizam um diagnóstico na situação de uma companhia. Desse modo, diagnósticos detalhados são elaborados e podem auxiliar as empresas na definição de estratégias.

Com os pareceres de profissionais independentes, é possível cumprir a lei, conquistar novos investidores, mostrar mais transparência ou simplesmente mensurar os próprios resultados.

Se você vem sofrendo com problemas para organizar, lidar com dados e processos e identificar os riscos de controle do seu negócio, ambos os tipos de auditoria podem ser úteis. Quer saber mais? Então veja neste post como o tema auditoria interna e externa é capaz de lhe auxiliar a melhorar a performance e cumprir com obrigações da sua empresa. Confira!

O que é auditoria interna?

Para compreender melhor a auditoria interna e externa, primeiro você deve entender cada uma delas separadamente. Desse modo, saiba que a auditoria interna é uma averiguação da situação doméstica corporativa.

Nessa modalidade, o objetivo é o aperfeiçoamento do negócio. No Brasil, somente as instituições financeiras e as estatais são obrigadas a efetuar a auditoria interna por lei, bem como as empresas listadas em bolsa de valores e empresas reguladas pela ANS, por exemplo.

No entanto, mesmo sem ser compulsória, a auditoria interna tem sido muito utilizada no mercado. Afinal de contas, são estudos que ampliam a competitividade, uma vez que detectam erros e indicam medidas para evoluir.

Por exemplo: nem todas as companhias listadas na Bolsa de Valores não precisam obrigatoriamente aderir a esse tipo de exame. Entretanto, há um consenso entre as empresas de capital aberto para adotar auditorias internas.

Com esse tipo de investigação, é viável melhorar a rotina operacional, a gestão da qualidade, a gestão de fornecedores, entre outros variados nichos de uma administração.

Nesse cenário, a auditoria interna pode ajudar a identificar falhas, torar as atividades operacionais mais eficientes, rever contratos e transações, a fazer um planejamento tributário mais eficiente e a reduzir as falhas no quesito trabalhista.

O que é a auditoria externa?

Quando falamos de auditoria interna e externa, é importante saber que, para alguns setores e empresas, essa checagem independente é imposta pela legislação. Na prática, serão verificados dados contábeis.

Veja a seguir quais são as companhias que devem promover as auditorias externas:

  • Sociedades Anônimas de capital aberto;
  • Negócios cujas atividades são monitoradas por órgãos reguladores:  CVM (Comissão de Valores Mobiliários), ANS (Agência Nacional de Saúde), SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e o BACEN (Banco Central do Brasil);
  • Empresas de grande porte (com receita bruta anual superior a R$ 300 milhões ou ativos que ultrapassem R$ 240 milhões).

Quais são as diferenças entre auditoria interna e externa?

Realizar auditoria interna e externa consiste em elaborar inspeções sob o comando de experts em contabilidade e gestão. No entanto, cada uma delas conta com características próprias. Acompanhe!

Periodicidade

  • Auditoria externa: realizada em períodos definidos: bimestre, trimestre, semestre etc.;
  • Auditoria interna: feita de modo perene, mas com intervalos anuais de planejamento.

Objetivos

  • Auditoria externa: servir ao mercado, restrita a dados contábeis para obtenção de crédito em bancos, avaliação de riscos, busca por investidores e prestação de contas etc.;
  • Auditoria interna: aprimorar a gestão com informações contábeis e operacionais.

Obrigatoriedade

  • Auditoria externa: são obrigadas a providenciar esse tipo de averiguação as companhias de capital aberto, as de grande porte e as que sejam fiscalizadas por órgãos como CVM, ANS, Susep e Bacen;
  • Auditoria interna: realizadas por decisão das próprias organizações para melhorar seus processos domésticos. Exceção para as estatais e os bancos, que são obrigados a realizá-la, conforme já explicamos.
  • Legislação
  • Auditoria interna: obedece à Norma NBC TI 01 (Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 01). Desse modo, ela segue as regras sobre a maneira de executar, mas cada empresa adapta essas regulamentações à sua realidade;
  • Auditoria externa: deve estar de acordo com os princípios da NBC TAs e NBC PAs (Normas Técnicas e Normas de Procedimentos de Auditoria). Nessa modalidade, é necessário atender às exigências do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), órgão brasileiro responsável em normatizar a atividade.

Auditores

  • Auditoria externa: o auditor não segue diretamente a administração da empresa contratante, mas os dados podem ser aproveitados por esses gestores. Além disso, os relatórios não são direcionados apenas à empresa, mas também a terceiros;
  • Auditoria interna: auditor responde à administração, sendo contratado ou subordinado a ela.

Quais as vantagens de se fazer auditoria interna e externa?

Auditorias e consultorias contribuem para reorganizar processos, gestão financeira e até mesmo para alcançar projetos maiores. Nesse contexto, decidir em investir na auditoria interna e externa é algo que vai depender das metas organizacionais. Ou seja, pode ser para dar satisfação ao mercado ou para realinhar as próprias atividades. Por isso, vale a pena até mesmo realizar as duas categorias. Observe os benefícios:

  • Auditoria interna: preservação do patrimônio, queda de custos e desperdícios, correção de processos, aprimoramento de sistemas, ajuste às exigências da lei, maior comprometimento ético, mais transparência, respaldo para a tomada de decisão;
  • Auditoria externa: comprovar a veracidade de arquivos contábeis, obtenção de credibilidade junto a investidores ou a bancos, ajuda para ficar em ordem com a legislação e auxílio nas escolhas estratégicas.

Portanto, colocar a discussão de auditoria interna e externa na pauta pode trazer muitas recompensas. Afinal, as duas modalidades de averiguação são essenciais para ampliar o controle das atividades. Porém, as auditorias se subdividem em diversas outras classificações. Quer saber mais? Então leia também nosso post que conta sobre 6 tipos diferentes de auditorias!

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